A partir de 1º de novembro de 2026, entrou em vigor a Resolução CVM 247, que amplia a integração de informações de crédito entre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central, por meio do Sistema de Informações de Créditos (SCR). A mudança alcança companhias securitizadoras e FIDCs e amplia a quantidade de informações disponível para a análise das operações.
Na prática, as companhias securitizadoras passam a enviar mensalmente ao SCR informações sobre suas operações de crédito. Nos FIDCs, os administradores já possuem obrigações de envio ao sistema, e a nova regra permite que os gestores consultem as informações disponíveis no SCR, ampliando sua capacidade de avaliar o endividamento dos devedores e o risco de crédito.
A integração busca formar uma visão mais ampla e consistente sobre o mercado de crédito. Com mais informações disponíveis, a análise pode considerar não apenas os dados apresentados em uma operação específica, mas também o nível de endividamento e o histórico de crédito do devedor em diferentes frentes. A iniciativa faz parte de uma cooperação entre CVM e Banco Central voltada ao aprimoramento da supervisão e da avaliação de riscos no mercado.
Para os FIDCs, isso representa uma ferramenta adicional de diligência na aquisição e gestão de direitos creditórios. Para as empresas que buscam estruturar operações, o movimento reforça a importância da qualidade, consistência e transparência das informações utilizadas na apresentação de seu crédito.
Isso não significa que o mercado de crédito necessariamente ficará mais restritivo. A tendência é de uma análise mais criteriosa e baseada em um conjunto maior de informações.
Nesse cenário, empresas que pretendem acessar o mercado de capitais precisam olhar além da necessidade de recursos. Organização financeira, histórico de endividamento, qualidade das informações e estruturação adequada da operação passam a ter ainda mais relevância.
A Patagônia Capital atua na estruturação de operações de acesso ao mercado de capitais, apoiando empresas na avaliação de alternativas de captação e na construção de estruturas alinhadas às características de cada negócio. Em um mercado que considera cada vez mais informações na análise de risco, a estruturação adequada da operação ganha ainda mais importância.




